Através da confiança e da disciplina, a modalidade contribui para a formação cidadã dos alunos

O jiu-jítsu é uma das modalidades oferecidas na Luta pela Paz por meio do Projeto Maré Unida, que tem patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, via Secretaria de Estado de Esporte e Lazer.
Em 2025, a Luta pela Paz contou com nove turmas da modalidade, somando cerca de 900 horas de aula e impactando, diretamente, mais de 350 alunos. Com isso, a organização contribui para a formação de jovens mais autônomos e conscientes de seu papel no coletivo.
Esporte como ferramenta de transformação
No tatame, cada movimento exige atenção, confiança e parceria. Mas, para os jovens, os aprendizados do jiu-jítsu não terminam ao fim do treino. Entre quedas, posições e desafios, o esporte se transforma em um espaço de construção de valores que acompanham os alunos dentro e fora da academia.
Para o aluno Matheus Henrique, de 19 anos, o esporte o ajudou a tomar decisões com mais calma e consciência, além de fortalecer sua capacidade de enfrentar desafios, como lidar com lesões sem abandonar os treinos. “Ao longo da minha trajetória também tive a oportunidade de auxiliar colegas mais novos e me senti confortável em ver as pessoas confiando em mim”, conta. Para ele, a confiança construída durante os treinos, onde é necessário contar com os parceiros para executar movimentos e evoluir na modalidade, ultrapassa os limites do esporte e se reflete em outras áreas da vida, como o companheirismo e a convivência com os colegas.
Já Marcos Silva, de 18 anos, também aluno da Luta pela Paz teve sua trajetória marcada por desafios. Depois de ter praticado jiu-jítsu na infância e se afastado da modalidade, decidiu retornar ao perceber o ambiente de união construído em torno do esporte. De acordo com ele, a experiência nos tatames fortaleceu seu senso de responsabilidade e compromisso. “Com as aulas aprendi que responsabilidade não chega só na hora do treino, mas também em ter comprometimento com o que quero alcançar”, conta. Segundo o jovem, desde que começou a praticar a modalidade, percebe mudanças importantes na forma como conduz sua rotina e destaca que hoje se sente mais disciplinado e capaz de tomar decisões conscientes dentro e fora do esporte.

Viver é partir, voltar e repartir
Há sementes que encontram no esporte o terreno para crescer. Para Jeferson Costa, o jiu-jítsu foi mais do que uma prática esportiva, se tornou um caminho de formação e transformação. Hoje, educador da modalidade, ele já foi aluno da organização e salienta que a prática esportiva vai muito além do aprendizado técnico. “Os treinos são também espaços de acolhimento, convivência e formação cidadã. Não é só aprender um golpe ou uma queda”, explica.
De acordo com o educador, as conversas ao final das aulas sobre comportamento, escolhas e desafios do cotidiano fortalecem valores que os jovens levam para além dos tatames. Nesse processo, o esporte se torna um ponto de referência para crianças e adolescentes que buscam pertencimento, amizades e perspectivas positivas para o futuro.
O Projeto Maré Unida tem patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, via Secretaria de Estado de Esporte e Lazer.
A iniciativa visa promover o desenvolvimento do potencial de crianças, adolescentes e jovens moradores do Complexo da Maré através dos esportes de luta integrados ao desenvolvimento pessoal e reforço escolar.
