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Inclusão na prática dos educadores e educadoras esportivas da Luta Pela Paz

Priscila Felissimo, educadora esportiva da Capoeira, desenvolveu novos olhares sobre inclusão a partir da experiência na LPP.

Não é de hoje que o debate sobre políticas públicas de inclusão de pessoas com deficiência têm ganhado espaço, especialmente  com foco na acessibilidade física. Quando pensamos na questão da acessibilidade intelectual, o debate é praticamente invisível. 

Na Luta pela Paz, o compromisso é estar preparado para desenvolver jovens de realidades diversas. A ação de treinamento em inclusão do Maré Unida, projeto patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e da Lei de Incentivo à Cultura e ao Esporte do Rio de Janeiro, tem o objetivo de qualificar o atendimento dos educadores e educadoras esportivas para que as atividades realizadas na academia sejam cada vez mais inclusivas e possam ampliar os impactos positivos do projeto. 

Uma das educadoras da Luta pela Paz que aplica essa filosofia nas atividades que desenvolve é Priscila Felissimo, 29 anos. Como ela é moradora da Maré, já conhecia o trabalho da LPP há bastante tempo. Priscila ingressou na instituição como auxiliar esportiva de Capoeira em 2021, e, entre a experiência adquirida no esporte e a renovação trabalhada no treinamento do projeto, conta como criou novos pontos de vista sobre educação inclusiva dentro do salão de treino.

“O principal aprendizado que tive foi entender o quanto pessoas com deficiência são capazes de se desenvolver através das habilidades que possuem ou querem possuir”, comenta a educadora esportiva. A partir da ação de treinamento do Maré Unida, ela passou a participar ativamente da qualificação de educadores e educadoras para a inclusão nos esportes. 

Ela sabe que investir no desenvolvimento do olhar para as potencialidades das pessoas, além de permitir a inclusão plena, influencia quem também educa. “Um educador que não sabe desenvolver alunos e alunas a partir de suas potencialidades, acaba limitando ainda mais a participação de pessoas com deficiência. Mas, o maior limitado, nessas situações, acaba sendo o próprio educador, que não explora sua capacidade didática por medo ou desinteresse”, ressalta Priscila. 

Segundo ela, “quando pensamos em nossas atividades de forma inclusiva, pessoas com e sem deficiência podem participar ativamente de todas as aulas”.

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