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Atendimento de Empregabilidade da Luta pela Paz fortalece o acesso de jovens da Maré no mercado de trabalho

Iniciativa conecta juventude ao setor profissional e reforça a importância de projetos voltados à empregabilidade

Jovens em Feira de Empregabilidade / Foto: Felipe Kusnitzki

No Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, refletir sobre o acesso ao emprego e às oportunidades profissionais é, também, reconhecer os desafios enfrentados por milhares de jovens brasileiros em busca de uma experiência formal. Na Maré, esse cenário ganha novos caminhos por meio do Atendimento de Empregabilidade da Luta Pela Paz, iniciativa que auxilia jovens do território na preparação e inserção no mercado de trabalho.

Voltado para moradores das 15 favelas da Maré, com idades entre 14 e 24 anos, o público é composto por estudantes em fase de conclusão do Ensino Fundamental (II), do Ensino Médio, ou por jovens que já concluíram o Ensino Médio, incluindo alunos da instituição e seus familiares que residem no mesmo domicílio. O atendimento atua de forma integrada com outras áreas da Luta Pela Paz, especialmente o Suporte Social, oferecendo acompanhamento para  aqueles que desejam conquistar o primeiro emprego, estágio ou vaga como jovem aprendiz.

Segundo Marcos Melo, coordenador de educação, empregabilidade e desenvolvimento pessoal da Luta Pela Paz, o atendimento é uma ação estratégica e contínua da instituição, pensada para fortalecer as trajetórias profissionais da juventude atendida. “No contexto do Dia do Trabalho, iniciativas como essa ganham ainda mais relevância ao reafirmar o trabalho como um direito fundamental. Para jovens de territórios como a Maré, marcados por desigualdades sociais e econômicas, o acesso ao trabalho representa muito mais do que geração de renda, trata-se de uma via de inclusão social, construção de autonomia e ampliação de perspectivas de futuro”, afirma.

Jovens em Feira de Empregabilidade / Foto: Felipe Kusnitzki

Marcos também destaca que os principais obstáculos enfrentados pelos jovens na busca pelo primeiro emprego envolvem a exigência de experiência prévia, dificuldades com habilidades socioemocionais, comunicação em contextos profissionais e domínio de ferramentas tecnológicas. Para enfrentar essas barreiras, o programa oferece preparação para processos seletivos, oficinas formativas e encaminhamento para vagas concretas, somado a organização documental, elaboração de currículo e cadastro em plataformas de recrutamento.

Da sala de aula ao primeiro emprego

Aos 18 anos, João Victor Venceslau é um dos jovens que transformou a oportunidade oferecida pela Luta Pela Paz em um marco na sua trajetória. Ex-aluno da modalidade de judô da instituição, ele conheceu o programa de empregabilidade por meio das redes sociais e hoje atua como jovem aprendiz administrativo na área de boxe e artes marciais da própria organização. “Agora  tenho experiência de trabalho, qualificação, profissionalização, algo que eu não tinha antes. Foi crucial para mim enquanto profissional”, conta.

Antes da oportunidade, João Victor nunca havia tido um emprego formal. Apesar de já ter feito serviços como ajudante técnico de refrigeração, ele ainda não possuía experiência em processos seletivos e estava em um momento de incerteza após concluir o Ensino Médio. Além do desenvolvimento profissional, o jovem destaca os impactos pessoais da experiência. “Aprendi sobre responsabilidade, prazos, deveres e também sobre convivência profissional. Conheci pessoas que me abriram portas no meio acadêmico e profissional, além de amizades que levo para a vida.”, diz.

A história de João Victor exemplifica o potencial de iniciativas voltadas à empregabilidade juvenil, especialmente em territórios onde o acesso a oportunidades formais costuma ser menor. Mais do que preparar currículos ou conectar candidatos a vagas, o projeto atua como ferramenta de inclusão social, ajudando jovens a construírem projetos de vida mais sólidos e perspectivas concretas de futuro por meio do trabalho digno.

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