
Natural do Maranhão, Samantha Lima carrega em sua trajetória a sensibilidade de quem sempre encontrou na arte um caminho de expressão. Há pouco menos de um ano, ela passou a viver no Conjunto de Favelas da Maré, território que hoje também ocupa um lugar central em sua jornada pessoal e artística.
O primeiro contato de Samantha com a Luta pela Paz aconteceu ainda à distância, quando assistia na televisão aos comerciais que apresentavam o trabalho da organização. A curiosidade virou identificação, ao se mudar para o Rio de Janeiro, surgiu a oportunidade de participar do Projeto Olhares Negros – iniciativa que utiliza a fotografia como ferramenta de criatividade, empoderamento e protagonismo juvenil. “Quando vi de perto o trabalho da Luta pela Paz e os impactos gerados na Maré, me senti ainda mais pertencente”, conta Samantha. A experiência no projeto não apenas aproximou a jovem da organização, como também transformou a forma como ela enxerga o território onde hoje vive.
As manifestações artísticas sempre fizeram parte da vida de Samantha. Para a jovem de 24 anos, além da fotografia, a música e o canto são formas importantes de expressão e construção de identidade. No Olhares Negros, ela encontrou um espaço para unir vivência, arte e reflexão, ampliando seus repertórios e possibilidades.

Para Samantha, a participação no projeto foi um divisor de águas. “Na minha vida, a fotografia é uma forma de arte que me permite expressar sentimentos e histórias por meio das imagens. Participar do Olhares Negros tem sido um verdadeiro divisor de águas. As aulas teóricas e práticas, junto com as reflexões geradas a partir das nossas vivências e do nosso território, e as trocas com os colegas do curso, têm sido uma grande honra e aprendizado”, afirma.
“A fotografia em espaços periféricos como a Maré é uma forma de mostrar a potencialidade dos moradores para quem vive na favela e para quem não conhece o território. Nas imagens nós conseguimos mostrar que podemos ser quem quisermos ser”, completa a jovem.
A história de Samantha Lima mostra como oportunidades, redes de apoio e espaços seguros podem transformar olhares – sobre o território, sobre o mundo e, principalmente, sobre si mesma.
Olhares Negros é uma iniciativa da Luta pela Paz que oferece oficinas de fotografia para jovens da Maré, com patrocínio de Genoa Capital, Grupo Genial, Grupo GPS e Grupo Cobra, por meio do Governo Federal, via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
