#MaréUnida

Projeto em que Luta Pela Paz capacita organizações esportivas locais tem parceria com a Petrobras renovada até 2023 através da Lei de Incentivo à Cultura e ao Esporte do Rio de Janeiro

O Maré Unida, programa em que a Luta pela Paz, além de fazer o atendimento direto de crianças e jovens, capacita organizações locais que utilizam o esporte, está retomando as atividades por mais dois anos com a renovação da parceria com a Petrobras em 2021 através da Lei de Incentivo à Cultura e ao Esporte do Rio de Janeiro. 

Nesta etapa, estamos buscando a qualificação da equipe para aprimorar o atendimento nas atividades esportivas; o desenvolvimento de habilidades socioemocionais de crianças, adolescentes e jovens por meio do esporte na Academia da LPP e em unidades educacionais na Maré, além da disseminação de conhecimentos para o desenvolvimento de organizações de base comunitária e educadores sociais esportivos do Rio de Janeiro. 

As atividades serão divididas em diversas frentes: oficinas de treinamento da equipe em temas como gênero e sexualidade, raça e etnia e deficiência; turmas de boxe e artes marciais combinadas com desenvolvimento pessoal; eventos esportivos comunitários; atendimento de suporte social, condução de grupos para promoção da saúde mental, além de treinamento de organizações parceiras e educadores esportivos. 

Em 2018 e 2020, o Maré Unida, em parceria com a Petrobras, contou com a participação direta de 1674 pessoas em 5 eixos de atuação: Boxe e Artes Marciais; Educação; Empregabilidade; Suporte Social e Treinamento. Através do projeto, a Luta pela Paz ampliou sua abrangência dentro do próprio Complexo da Maré, ao capacitar as organizações Pra Elas, Escola de Lutas Fábio Florêncio, Recomeçar e Construindo um Mundo Melhor, todas atuando em territórios que a Luta pela Paz não alcança, e foi além, incluindo no treinamento da organização Apadrinhe um Sorriso, localizada no Parque das Missões, em Duque de Caxias.

Nos territórios populares, é muito comum que jovens com aptidão e interesse pelo universo do esporte se envolvam em atividades oferecidas na comunidade por professores voluntários, e depois de seguirem carreira profissional, retornem e criem seus próprios projetos para oferecerem a outras crianças a mesma oportunidade que tiveram. É o caso do fundador de uma das cinco organizações que participaram do treinamento de 2018, a Escola de Lutas Fábio Florêncio, que funciona há cerca de 8 anos na Vila do João. “Sou nascido e criado aqui na Maré, morei aqui na época das palafitas e tudo. Foi ter passado por um projeto que me fez querer seguir no esporte. Comecei a me qualificar no jiu-jitsu até me tornar um atleta mesmo. Lutei várias competições no Brasil e pelo mundo. Depois veio o sonho de querer fazer, pelas crianças da Maré, o mesmo que fizeram por mim”. 

Nesta edição o projeto irá selecionar doze novas organizações comunitárias para participar do treinamento. O objetivo é compartilhar a metodologia que há duas décadas criamos e aprimoramos, visando desenvolver o potencial de crianças e jovens e impactar a maneira como eles se veem, se relacionam e fazem suas escolhas em relação ao futuro.

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