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Capoeira: esporte, cultura e transformação na Luta pela Paz

Por meio do projeto Maré Unida, a modalidade une esporte, cultura e desenvolvimento para crianças, adolescentes e jovens do território

A capoeira é uma das modalidades oferecidas na Luta pela Paz por meio do projeto Maré Unida, que tem patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, através da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, via Secretaria de Estado de Esporte e Lazer.

Combinando movimento, música, expressão corporal e elementos da cultura brasileira, a prática contribui para o desenvolvimento da disciplina, da confiança e do respeito, além de proporcionar um espaço de convivência e troca entre os participantes.

Para o mestre Josélio Lima de Oliveira, que atua na Luta pela Paz desde 2018, a modalidade vai muito além da prática esportiva. A partir da própria trajetória, ele destaca como a capoeira pode contribuir para a formação dos alunos e para a construção de relações mais respeitosas dentro e fora do espaço de treino.

“A capoeira me trouxe educação e respeito. Vejo que ela contribui muito para o desenvolvimento dos alunos. Eles aprendem a respeitar o próximo, a não brigar e a levar esse aprendizado para a escola, para casa e para a comunidade. É muito gratificante ver essa transformação e saber que, um dia, eles podem estar aqui no meu lugar, dando aula e passando essa experiência para outras pessoas”, comenta o educador. 

Mais do que uma atividade física, a capoeira também valoriza a história e a identidade cultural de seus praticantes. Durante as aulas, os alunos têm contato com fundamentos e tradições da modalidade, ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades individuais e coletivas. 


Entre gingas, instrumentos e novos aprendizados

Aos 13 anos, Maria Heloisa Souza, aluna de capoeira da Luta pela Paz, já soma três anos de prática na organização. O primeiro contato com a modalidade aconteceu de forma espontânea, ao assistir vídeos na internet. Encantada com os movimentos, a musicalidade e os instrumentos, a estudante decidiu experimentar a atividade e, desde então, encontrou na capoeira uma prática com a qual se identifica. “Entre os outros esportes, eu achei a capoeira mais legal. Assistia os vídeos no meu celular e me encantei. É um esporte muito bom, que gosto muito de fazer”, conta Maria.

Para ela, os aprendizados das aulas também ultrapassam a roda de capoeira. De acordo com a jovem, a modalidade contribuiu para mudanças em seu comportamento, além de ensinar sobre disciplina, atenção e respeito. “Depois que entrei na capoeira, aprendi mais sobre disciplina, respeitar os outros e os colegas. Antes eu não sabia nem gingar, não sabia fazer nenhum movimento. Agora sei fazer movimentos, cantar e tocar instrumentos como berimbau, pandeiro, atabaque e agogô”, afirma. Com uma relação cada vez mais próxima com a modalidade, ela já projeta o futuro: se tornar mestre de capoeira.

Os resultados obtidos durante o ano de 2025 refletem a dimensão do trabalho desenvolvido na Luta pela Paz. Nesse período, centenas de pessoas participaram das diferentes frentes de atuação na instituição. Somente na Academia do Rio de Janeiro, foram realizadas 189 aulas, distribuídas em três turmas, que reuniram 127 inscritos.

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